Tepeêmica #11 - Campanha Chega de Fiu Fiu



Campanha Chega de Fiu Fiu



A Campanha chega de Fiu Fiu é uma campanha contra o assédio sexual, vivenciado por 90% das mulheres. NOVENTA POR CENTO. As ilustrações são da designer Gabriela Shigihara

Hoje a Tepeêmica é em apoio a essas vozes, que sofrem diariamente com esse desconforto, esse medo, esse abuso: eu, você, sua mãe, sua irmã, sua tia, sua amiga, sua colega de trabalho.

Para muitos, pode ser considerado 'normal'. Mas para nós, mulheres, é algo tão ruim que nos deixa com medo de andar na rua.

Entenda mais com o texto retirado do site:

Campanha Chega de Fiu Fiu

Por Olga, 24 de julho de 2013

CHEGA DE FIU FIU é uma campanha contra o assédio sexual.

No texto “Não me chame de gostosa”, a apresentadora da Mix Tv Marina Santa Helena falou à OLGA sobre assédio sexual, problema vivenciado por 90% das mulheres. O tema é bastante delicado, mas assim que Marina teve a coragem de trazê-lo à tona, outras mulheres dividiram suas histórias. Muitas são agredidas fisicamente, choram, sentem medo de andar nas ruas, convivem com traumas por anos.

Homens também deram seus testemunhos. O leitor Clayton, por exemplo, contou o seguinte episódio: “Outro dia parei o carro e buzinei para minha esposa. Ela não reconheceu o carro e saiu andando rápido, desesperada. A rua estava escura e ela achou que seria atacada. Precisei sair correndo atrás dela para explicar que estava tudo bem. Quando ela percebeu que não estava em perigo, me abraçou e quase desmaiou. Estava sem fôlego.”

No entanto, os relatos tristes não sensibilizaram todos. Algumas pessoas, ofendidas, tiveram reações injustas e cruéis. “Mal-amada”, “mal-comida”, “ande de burca”, “nem é tão gostosa assim para tanto chororô”, “bando de frescas”, “chamo de gostosa mesmo, não tô nem aí para vocês” foram algumas dos comentários que o post da Marina recebeu. Teve aqueles que afirmaram que “o mundo está muito chato, não se pode nem mais dar cantadas”. Hm, e o “mundo chato” das mulheres que se acostumam desde cedo a caminhar olhando para o chão? Um deles ousou dizer que queremos “amordaçar os homens”. Realmente, pessoal, não é disso que se tratam nossas exigências.

Quando transformamos em coisa rotineira o fato da mulher não ter espaços privados – nem mesmo serem donas do seu próprio corpo -, incentivamos a violência. E isso NÃO é normal. Vamos reforçar nossa luta contra o assédio, afinal, temos o direito andar na rua sem medo de sermos intimidadas. Para isso, manteremos o debate sobre assédio sexual vivo e frequente na campanha CHEGA DE FIU FIU. Lá na página, vamos publicar material contra a intimidação. Abaixo, um preview do que está por vir.

Divulgue, espalhe, crie oportunidades de debates… Retome sua voz! Se quiser contribuir com sua história, escreva para olga@thinkolga.com."

Leia os depoimentos aqui.





Não assobie para as mulheres na rua, não as chame de gostosas.

Com certeza desta forma as ruas ganharão mais sorrisos do que as caras fechadas que nos 'protegem' nos dias de hoje.

Como diz Amanda M., no site de depoimentos:

"O grande problema do assedio na rua é que ele parte de alguém que você não conhece. E se você não conhece, não sabe o que esperar. E quando você não sabe o que esperar de alguém mais velho, mais forte e/ou em maior número que acabou de gritar “que peitão” na sua direção… Bom, é desesperador. Seja numa esquina movimentada, num ponto de ônibus vazio ou numa rua escura."

Para facilitar, homens, tentem se colocar no lugar. Que tal receber um "Nossa que bunda gostosa" de um cara grandalhão todo musculoso?

Só elogie quem você conhece e que sinta que não vai avançar nenhum sinal e, assim, vamos deixar as pessoas mais felizes riscando ao menos um item da lista do que temer quando se anda sozinho pelas ruas ;)